Um dos assuntos mais comentados do Anime Expo 2026 foi o trailer de The Guy She Was Interested in Wasn't a Guy at All (Kininatteru Hito ga Otoko ja Nakatta), que estreia em janeiro de 2027 pela CloverWorks — e conseguiu a proeza de colocar "Breed", do Nirvana, na abertura. Mas antes do anime chegar, vale conhecer o mangá de Sumiko Arai que conquistou a internet: uma história de romance, identidade e muito rock alternativo. Analisamos a obra e contamos se vale a pena começar agora. 🎸
Do que se trata?
Aya Oosawa é uma gyaru popular e expansiva que fica completamente encantada por um misterioso atendente de uma loja de discos — um "rapaz" descolado, de fones no pescoço e gosto impecável para rock. O que ela não sabe é que esse atendente é, na verdade, Mitsuki Koga, sua colega de classe quieta e discreta — e uma garota. Mitsuki percebe o mal-entendido desde o início e tenta manter o disfarce, enquanto as duas se aproximam cada vez mais através da música. É o famoso "green yuri" (apelido que os fãs deram pela paleta verde característica da arte): um romance entre garotas que cresce devagar, com muito subtexto, playlists e tensão adolescente.
Por que o mangá conquistou tanta gente
- A música é personagem: Nirvana, Soundgarden, Franz Ferdinand — cada capítulo respira rock alternativo, a ponto de existirem playlists oficiais no Spotify com as faixas citadas. Para quem cresceu ouvindo essas bandas, a leitura é quase nostálgica.
- Origem viral, qualidade real: a obra nasceu como webcomic no X/Twitter em 2022 e explodiu antes mesmo de virar livro pela Kadokawa. Diferente de muito hit de internet, o material sustenta o hype: o timing de comédia é afiado e a arte, com sua paleta verde icônica, é imediatamente reconhecível.
- Romance de queima lenta que funciona: o jogo de "ela sabe, ela não sabe" entre Aya e Mitsuki rende situações hilárias e momentos genuinamente ternos, sem apelar para dramas forçados.
- Leitura rápida e acessível: capítulos curtos, nascidos do formato de rede social, tornam o mangá perfeito para ler em qualquer brecha do dia — e são apenas 4 volumes até agora, fáceis de alcançar antes do anime.
Pontos de atenção
- Ritmo de webcomic: por ter nascido em capítulos curtíssimos, a trama avança devagar — quem prefere romances com progressão rápida pode se impacientar.
- Referências musicais datadas (de propósito): se você não tem familiaridade com o rock dos anos 90/2000, parte do charme das referências pode passar batido — mas nada que impeça de curtir a história.
Vale a pena? Nosso veredito
Sim, e o momento é agora. Com só 4 volumes publicados e o anime da CloverWorks chegando em janeiro de 2027 — com direção de Masashi Ishihama, roteiros de Rino Yamazaki e desenhos de personagens de Kanna Hirayama —, dá tempo de sobra para ler tudo e chegar na estreia sem spoiler. É uma das histórias de romance mais charmosas dos últimos anos, e a trilha sonora mental que ela desperta é um bônus que pouquíssimos mangás conseguem entregar.
Perguntas frequentes
Onde ler The Guy She Was Interested in Wasn't a Guy at All?
Os capítulos originais saem no X/Twitter e no Pixiv Comic da autora (em japonês); a edição impressa é da Kadokawa, com versão em inglês pela Yen Press. Publicação no Brasil ainda não foi anunciada.
Quantos volumes tem?
4 volumes publicados até o momento, com a série ainda em andamento.
Quando estreia o anime?
Em janeiro de 2027, com produção da CloverWorks e streaming pela Crunchyroll. O trailer do Anime Expo 2026 confirmou "Breed", do Nirvana, como tema de abertura.
É yuri mesmo?
Sim — é um romance entre duas garotas, contado em ritmo de queima lenta e com foco na conexão das duas através da música.
Já conhecia o "green yuri"? Qual música você colocaria na playlist da Aya e da Mitsuki? Conta pra gente nos comentários! 💚
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